AGROFLORESTA
Agrofloresta na Fazenda São Luiz

A agrofloresta é o manejo que integra a agricultura, a floresta e o ser humano. As plantas agrícolas convivem com as florestais num caminho rumo à complexidade, com qualidade e quantidade de vida consolidada com todas as inter-relações possíveis.
A estratégia do planeta Terra é a Vida!
A agrofloresta é uma tentativa de harmonizar as atividades da agricultura com os processos naturais da vida existentes em cada lugar em que atuamos. Representa grande potencial para as regiões tropicais, naturalmente ricas em biodiversidade, por proteger os solos das intensas chuvas e da insolação direta.

Agrofloresta é a reintegração do homem com a natureza que resulta em um ambiente autodinâmico e produtivo, análogo aos ecossistemas originais e manejados segundo o fluxo da sucessão natural” (MUTIRÃO AGROFLORESTAL).

Sustentabilidade é um princípio norteador de ações que obtenham um balanço energético positivo e um aumento na quantidade e qualidade de vida consolidada tanto no micro lugar da sua intervenção como no planeta inteiro.” (MUTIRÃO AGROFLORESTAL).

Agrofloresta também é:

  • Participação do ser humano na dinâmica da natureza
  • Interface da agricultura com a floresta
  • Promoção da Biodiversidade
  • Aceleração da sucessão ecológica - rapidez nos processos de restauração
  • Trabalho a partir da aptidão, combinação e função das plantas no ecossistema
  • Conservação dos recursos naturais aliada à produção = viabilidade econômica

Áreas Agroflorestais na Fazenda São Luiz:


Borda da Mata 1 (0,7 ha)

Área plantada em janeiro de 2000 partindo de um plantio convencional de cana-de-açúcar em seu sétimo corte. O início do plantio foi realizado pelo grupo Mutirão agroflorestal, bem como parte de seu planejamento. Um ano e meio após a implantação tivemos a visita de Ernst Götsch que deu diversas sugestões para o manejo desta área. Plantamos inicialmente espécies anuais como milho, girassol e gergelim; frutíferas como o mamão; cultivares perenes como o café, urucum e arbóreas diversas, com distintos ciclos de vida. Ao longo do tempo, com os manejos da poda e capina seletiva anualmente, incorporou-se cada vez mais diversidade e densidade de plantas, cultivadas e nativas. As arbóreas são plantadas de sementes, em “muvucas” (coquetel de grande diversidade de sementes), e recentemente estamos introduzindo também a seringueira. área plantada em janeiro de 2000 partindo de um plantio convencional de cana-de-açúcar em seu sétimo corte. O início do plantio foi realizado pelo grupo Mutirão agroflorestal, bem como parte de seu planejamento. Um ano e meio após a implantação tivemos a visita de Ernst Götsch que deu diversas sugestões para o manejo desta área. Plantamos inicialmente espécies anuais como milho, girassol e gergelim; frutíferas como o mamão; cultivares perenes como o café, urucum e arbóreas diversas, com distintos ciclos de vida. Ao longo do tempo, com os manejos da poda e capina seletiva anualmente, incorporou-se cada vez mais diversidade e densidade de plantas, cultivadas e nativas. As arbóreas são plantadas de sementes, em “muvucas” (coquetel de grande diversidade de sementes), e recentemente estamos introduzindo também a seringueira.

album de fotos da borda da mata 1 - clique aqui
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Borda da Mata 2 (1 ha)

Área iniciada em março de 2004 após a colheita de soja. Um grupo promoveu um mutirão agroflorestal para a implantação do início desta área. O plantio foi realizado com o auxílio de máquinas – tratores e plantadeira – numa experiência inovadora do plantio mecanizado de sementes arbóreas. Além da “muvuca” de sementes, incluindo 40 espécies arbóreas, feijão de porco, feijão guandu, milho, mamona, margaridão, etc, plantamos mudas de café e abacaxi.

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Borda da Mata 3 (0,3 ha)

Área iniciada nas águas de 2004, novembro, após o pousio da área que fora soja. O plantio de anuais e arbóreas foi totalmente mecanizado, em um coquetel de 33 espécies, e as mudas de café plantadas manualmente. Na colheita do milho, deitou-se o pé e podou-se o guandu abaixo das mamonas, cobrindo o solo com matéria orgânica e iluminando as mudas do futuro para crescerem. A outra intervenção ocorreu na colheita da mamona, com poda, e raleamento do guandu. Nesta safra replantamos café e introduzimos a seringueira enxertada.

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Corredor (3 ha)

Um enorme retângulo que ligará um fragmento florestal (Matão) a outro fragmento (Capão das antas). Este corredor terá 800 m de comprimento e 50 m de largura. Esta primeira etapa de construção tem 600 m de comprimento e é interrompido por um afloramento de pedras denominado “pedreirinha”. Em Março de 2004, após a colheita de soja, foi plantada uma safrinha de milho com guandu (linhas alternadas) e já plantadas 7 linhas de café em 350 m, da pedreirinha até o fragmento florestal. Em julho, colhemos o milho para o paiol, ficando o guandu com o café. Em fevereiro de 2006, podamos o guandu para plantar mais linhas de café e árvores de sementes.

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Cerrado (0,5 ha)

Área com objetivo de conectar um fragmento de cerrado aos quintais da colônia de moradores. O plantio foi iniciado com consórcio de milho com guandu, em 1998, e após a colheita do milho, foi plantado o sistema sob o guandu, com plantas como café, abacaxi e espécies do cerrado. Como implantamos o capim napiê para gerar biomassa e não tivemos disponibilidade de mão-de-obra para o manejo, a área foi abandonada em 2003. Porém, com o abandono, sentimos que as plantas lá instaladas continuam crescendo e a área, só por estar isolada, apresenta também regeneração natural.

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Área do Chiqueiro (1 ha)

Área plantada em outubro de 2004. Partimos de uma área com três anos de pousio e um período ainda maior sem aplicação de insumos químicos. Plantamos faixas de seis metros de largura diversificadas e adensadas com árvores e frutíferas, e entre as faixas, existem aléias de seis metros de largura com plantio de anuais como a soja, mandioca, feijão de porco, milho, arroz e quiabo. Nas bordas desta área, fizemos uma estrutura para o plantio de tomates e tivemos grande produção de tomate orgânico em 2005.

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Áreas de restauração

Áreas na Fazenda com o objetivo de restauração ecológica usando a agrofloresta como estratégia metodológica. São áreas próximas a minas, rios, brejo e açude.

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Área do canal

Área iniciada pelo grupo Mutirão em 2000, com o objetivo de ser uma área permanente do grupo para acompanhamento, avaliações e experiências. É próxima à sede e tem uma similaridade com um quintal, com grande diversidade e muitas frutíferas. Por estar próxima à sede do Projeto Arte na Terra, é uma área demonstrativa de agrofloresta.

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Quintal

Os quintais, são, por definição, agroflorestas. No quintal da casa, plantamos linhas com frutíferas de metro em metro, incluindo bananeiras, palmeiras (pupunha, açaí e gerivá) e diversas frutas. Nas entrelinhas, mandioca, milho, feijão, etc.

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Arredores do Viveiro

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O Movimento "Mutirão Agroflorestal"

Movimento de integração de pessoas em torno da aprendizagem, experiência, vivência e prática em agrofloresta. O movimento está em processo de criação de uma ONG para trabalhar a agrofloresta em rede por todo o Brasil. Os mutirões agroflorestais promovem a construção do conhecimento integrado, de forma participativa, gerando e sistematizando informações sobre sistemas agroflorestais a partir da implantação de áreas experimentais e demonstrativas. Trabalho em sinergia, com participação das pessoas na dinâmica e biodiversidade da natureza para a criação de ecossistemas produtivos.

 

Para maiores informações acesse: www.agrofloresta.net


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